PED 2009 – Reginaldo Lopes é reeleito presidente do PT mineiro
Data: 11/12/2009 - 11/12/2009
Atualizado às 20h50
Branco Di Fátima
A Comissão Estadual de Organização Eleitoral (COE-MG) acaba de divulgar o resultado do PED 2009. O deputado federal, Reginaldo Lopes, foi reeleito no segundo turno com 52,4% (22.910) dos votos válidos. O segundo colocado, Gleber Naime, ficou com 47,6% (20.840).
Aproximadamente 44.480 eleitores foram às urnas no último domingo, dia 6. Ainda foram registrados 340 votos em branco e 392 nulos. Cerca de 550 municípios participaram do processo no segundo turno em Minas.
O processo de apuração do segundo turno foi acompanhado pelo coordenador nacional do PED e secretário de Organização do PT, Paulo Frateschi.
Apesar de finalizado o processo de apuração, ainda faltam ser julgados até o próximo dia 16, pela Executiva Estadual do PT de Minas, alguns recursos apresentados pelos candidatos. Os presidenciáveis podem recorrer, até o dia 21 deste mês, ao Diretório Nacional.
O Partido dos Trabalhadores é a única legenda brasileira que escolhe, através do voto direto dos filiados, a direção partidária para todos os níveis.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Impasse pode paralizar Copenhague.
Clima
Vazamento de documentos sobre a conferência de Copenhague revela divergências entre países ricos e emergentes
Publicada em 09/12/2009 às 08h32m
Deborah Berlinck e Roberta Jansen, enviadas especiais
COPENHAGUE - Um racha Norte-Sul, entre países ricos e em desenvolvimento, se instalou ontem, no segundo dia da Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-15), em Copenhague, pondo em risco o sucesso de uma reunião que já começou cheia de desacordos. Dois documentos vazados ontem na cúpula - um escrito pela Dinamarca, em nome de um grupo de países ricos; e outro elaborado por China, Brasil, Índia e África do Sul - mostram duas visões radicalmente opostas: um enterra o Protocolo de Kioto, divide os países pobres e enfraquece o papel da ONU; enquanto o outro insiste que só será possível um acordo em Copenhague com base em Kioto e na Convenção do Clima, de 1992.
Minc: Brasil só conseguirá cumprir as metas com recurso externo
O vazamento dos dois textos no mesmo dia revela a disposição dos dois blocos de travar uma guerra de informação por meio da imprensa e das ONGs como mecanismo de pressão. O documento dinamarquês, divulgado pelo jornal inglês "The Guardian", privilegia os ricos, ao levar os países em desenvolvimento a assumirem metas de redução de emissões de gases do efeito estufa que não são previstos pela Convenção do Clima e Kioto.
Leia mais: Conheça o especial 'Planeta em perigo'
- Tanto quanto pude examiná-lo, há muitas lacunas. Não é suficientemente incisivo (o texto) no financiamento e é exigente na mitigação - disse o embaixador extraordinário para Mudanças Climáticas no Brasil, Sergio Serra, sobre o texto dinamarquês.
Já o diretor do grupo do G-77 - que reúne os países em desenvolvimento - Lumumba Stanislaus Di-Aping, foi menos diplomático:
- O mais grave do texto dinamarquês é que ele destrói a Convenção.
"
O mais grave do texto dinamarquês é que ele destrói a Convenção
"
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Nações pobres preparam uma terceira proposta
A batalha de esboços começou na semana passada, quando o governo dinamarquês - que quer, a qualquer preço, que Copenhague dê certo - apresentou um texto a um grupo de países, entre eles o Brasil.
- Houve uma discussão intensa - contou Serra. - O entendimento, na ocasião, foi que o documento estava atropelando as negociações.
Obama usará saúde pública como recurso para controlar emissões
A reação foi tão grande que, segundo Serra, os dinamarqueses resolveram retirar o documento de circulação. Mas o estrago já estava feito. Em reação ao movimento dos países ricos, China, Brasil, Índia e África do Sul apresentaram um outro texto, obtido pelo GLOBO, que apresenta uma visão oposta. O texto, de nove páginas, reafirma o Protocolo de Kioto, ampliando as metas de redução de emissões dos países ricos depois de 2012, cria um Fundo Global do Clima e um mecanismo para transferência de tecnologia pelos países ricos. O texto reafirma o que foi definido na reunião de Bali, há dois anos, que os países em desenvolvimento devem ter metas voluntárias de redução da curva de crescimento de suas emissões.
- O documento coloca uma outra visão na mesa - constatou Serra. - Devo dizer que ele foi preparado quando já se sabia do outro texto. É um contraponto.
Para Serra, nenhum dos dois documentos - tanto o dos emergentes quanto o dos ricos - vai sair vitorioso:
- Aposto num documento (de um possível acordo) que emane das negociações em curso, que seja ambicioso, mas equilibrado.
Os chineses esnobaram o texto da Dinamarca. O chefe das negociações da China, Su Wei, criticou as propostas da UE e dos EUA. Segundo ele, o que os ricos estão oferecendo, se fosse dividido por cada cidadão do mundo, daria US$ 2 per capita:
- Com US$ 2, eu não compro nem um café na Dinamarca.
Artur Runge-Metzger, coordenador-chefe da Comissão Europeia, cobrou da China metas mais significativas de redução. Entre os países em desenvolvimento, já surgem também sinais de divisão. Um terceiro rascunho de documento vazado ontem foi elaborado pelo grupo de países mais vulneráveis às mudanças climáticas, como as nações insulares do Oceano Pacífico. Para Lumumba, a iniciativa dos países insulares é compreensível, mas não configura um racha na posição do G-77, que, segundo ele, ficará unido até o fim.
Vazamento de documentos sobre a conferência de Copenhague revela divergências entre países ricos e emergentes
Publicada em 09/12/2009 às 08h32m
Deborah Berlinck e Roberta Jansen, enviadas especiais
COPENHAGUE - Um racha Norte-Sul, entre países ricos e em desenvolvimento, se instalou ontem, no segundo dia da Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-15), em Copenhague, pondo em risco o sucesso de uma reunião que já começou cheia de desacordos. Dois documentos vazados ontem na cúpula - um escrito pela Dinamarca, em nome de um grupo de países ricos; e outro elaborado por China, Brasil, Índia e África do Sul - mostram duas visões radicalmente opostas: um enterra o Protocolo de Kioto, divide os países pobres e enfraquece o papel da ONU; enquanto o outro insiste que só será possível um acordo em Copenhague com base em Kioto e na Convenção do Clima, de 1992.
Minc: Brasil só conseguirá cumprir as metas com recurso externo
O vazamento dos dois textos no mesmo dia revela a disposição dos dois blocos de travar uma guerra de informação por meio da imprensa e das ONGs como mecanismo de pressão. O documento dinamarquês, divulgado pelo jornal inglês "The Guardian", privilegia os ricos, ao levar os países em desenvolvimento a assumirem metas de redução de emissões de gases do efeito estufa que não são previstos pela Convenção do Clima e Kioto.
Leia mais: Conheça o especial 'Planeta em perigo'
- Tanto quanto pude examiná-lo, há muitas lacunas. Não é suficientemente incisivo (o texto) no financiamento e é exigente na mitigação - disse o embaixador extraordinário para Mudanças Climáticas no Brasil, Sergio Serra, sobre o texto dinamarquês.
Já o diretor do grupo do G-77 - que reúne os países em desenvolvimento - Lumumba Stanislaus Di-Aping, foi menos diplomático:
- O mais grave do texto dinamarquês é que ele destrói a Convenção.
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O mais grave do texto dinamarquês é que ele destrói a Convenção
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Nações pobres preparam uma terceira proposta
A batalha de esboços começou na semana passada, quando o governo dinamarquês - que quer, a qualquer preço, que Copenhague dê certo - apresentou um texto a um grupo de países, entre eles o Brasil.
- Houve uma discussão intensa - contou Serra. - O entendimento, na ocasião, foi que o documento estava atropelando as negociações.
Obama usará saúde pública como recurso para controlar emissões
A reação foi tão grande que, segundo Serra, os dinamarqueses resolveram retirar o documento de circulação. Mas o estrago já estava feito. Em reação ao movimento dos países ricos, China, Brasil, Índia e África do Sul apresentaram um outro texto, obtido pelo GLOBO, que apresenta uma visão oposta. O texto, de nove páginas, reafirma o Protocolo de Kioto, ampliando as metas de redução de emissões dos países ricos depois de 2012, cria um Fundo Global do Clima e um mecanismo para transferência de tecnologia pelos países ricos. O texto reafirma o que foi definido na reunião de Bali, há dois anos, que os países em desenvolvimento devem ter metas voluntárias de redução da curva de crescimento de suas emissões.
- O documento coloca uma outra visão na mesa - constatou Serra. - Devo dizer que ele foi preparado quando já se sabia do outro texto. É um contraponto.
Para Serra, nenhum dos dois documentos - tanto o dos emergentes quanto o dos ricos - vai sair vitorioso:
- Aposto num documento (de um possível acordo) que emane das negociações em curso, que seja ambicioso, mas equilibrado.
Os chineses esnobaram o texto da Dinamarca. O chefe das negociações da China, Su Wei, criticou as propostas da UE e dos EUA. Segundo ele, o que os ricos estão oferecendo, se fosse dividido por cada cidadão do mundo, daria US$ 2 per capita:
- Com US$ 2, eu não compro nem um café na Dinamarca.
Artur Runge-Metzger, coordenador-chefe da Comissão Europeia, cobrou da China metas mais significativas de redução. Entre os países em desenvolvimento, já surgem também sinais de divisão. Um terceiro rascunho de documento vazado ontem foi elaborado pelo grupo de países mais vulneráveis às mudanças climáticas, como as nações insulares do Oceano Pacífico. Para Lumumba, a iniciativa dos países insulares é compreensível, mas não configura um racha na posição do G-77, que, segundo ele, ficará unido até o fim.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Sobe aprovação de Lula
CNI/Ibope: avaliação do governo Lula sobe para 72%
Agência Estado -
Publicação: 07/12/2009 14:46 Atualização: 07/12/2009 15:56
A avaliação positiva para o governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, subiu para 72% em novembro, de 69% na sondagem de setembro. Esta é a última edição do ano da pesquisa de opinião da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Ibope sobre o desempenho da administração federal.
Segundo a pesquisa, divulgada nesta segunda, a aprovação a Lula também subiu, de 81% em setembro para 83% em novembro. A desaprovação ao presidente, por sua vez, caiu de 17% para 14% na sondagem mais recente.
Saiba mais...
CNI/Ibope: intenção de voto em Serra sobe para 38%
Decisão sobre candidato pode sair na sexta, diz Aécio
Os brasileiros ouvidos na pesquisa atribuíram ao governo a nota média 7,7, maior que a nota dada na pesquisa anterior (7,6). A confiança no presidente Lula também apresentou alta, de 76% em setembro para 78% em novembro. A pesquisa CNI/Ibope tem margem de erro de 2 pontos porcentuais para cima ou para baixo. No levantamento, foram ouvidas 2.002 pessoas.
Agência Estado -
Publicação: 07/12/2009 14:46 Atualização: 07/12/2009 15:56
A avaliação positiva para o governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, subiu para 72% em novembro, de 69% na sondagem de setembro. Esta é a última edição do ano da pesquisa de opinião da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Ibope sobre o desempenho da administração federal.
Segundo a pesquisa, divulgada nesta segunda, a aprovação a Lula também subiu, de 81% em setembro para 83% em novembro. A desaprovação ao presidente, por sua vez, caiu de 17% para 14% na sondagem mais recente.
Saiba mais...
CNI/Ibope: intenção de voto em Serra sobe para 38%
Decisão sobre candidato pode sair na sexta, diz Aécio
Os brasileiros ouvidos na pesquisa atribuíram ao governo a nota média 7,7, maior que a nota dada na pesquisa anterior (7,6). A confiança no presidente Lula também apresentou alta, de 76% em setembro para 78% em novembro. A pesquisa CNI/Ibope tem margem de erro de 2 pontos porcentuais para cima ou para baixo. No levantamento, foram ouvidas 2.002 pessoas.
domingo, 6 de dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Doentes mentais são trancafiados nas prisões em Minas.
Cidades
Irregular. Defensoria denuncia que 198 portadores de sofrimento mental são tratados como presos comuns
Doentes confinados em celas
Governo do Estado estuda implantação de residência terapêutica
Marina Schettini
Mesmo com a idade avançada, a auxiliar de enfermagem dedica seus domingos para visitar o neto em uma unidade prisional na região metropolitana de Belo Horizonte. Condenado por tráfico de drogas, o jovem é portador de sofrimento mental, mas não recebe nenhum tratamento por parte do governo estadual. Com os altos e baixos da doença, amigos da família contam que ele sofre com a violência dos agentes penitenciários e tem nos colegas de cela um auxílio nos momentos de crise. O caso dessa família não é único. Pelo menos outros 197 presos em Minas Gerais estão na mesma situação.
A denúncia, feita pelo coordenador de política prisional da Defensoria Pública de Minas, Fabiano Bastos, mostra que portadores de sofrimento mental acusados de crimes estão sendo tratados como criminosos comuns e não têm recebido o tratamento médico indicado, conforme manda a lei.
Vagas. Por meio de nota, a assessoria de imprensa do governo do Estado informou que há 175 presos com pedidos de encaminhamento para unidades hospitalares para tratamento psiquiátrico, mas aguardam vagas na rede hospitalar. A assessoria rebate as denúncias da defensoria e informa que os portadores de sofrimento mental cumprem pena em alas próprias, separados dos outros presos e são assistidos por uma equipe médica.
A legislação estadual segue a linha da luta antimanicomial e prevê que os acusados com diagnóstico de sofrimento mental comprovado em laudo recebam tratamento alternativo à internação. O encarceramento também não é indicado.
Segundo a Defensoria Pública, desde 2001, quando o Estado adotou a lei nº 10.216 nenhum um hospital psiquiátrico foi criado em Minas, além dos dois já existentes - em Juiz de Fora e Barbacena. O problema, segundo a defensoria, é que parte dos portadores de sofrimento mental condenados após a implantação da lei não tem recebido o tratamento adequado através de uma rede assistencial. "A lei visa reinserção na vida familiar por meio de recursos alternativos, como em tratamentos ambulatoriais e centros de apoio. Mas sem internação", explica o defensor.
O governo do Estado informou que estuda a implantação de uma residência terapêutica, local que permitiria acomodação e acompanhamento por uma equipe multidisciplinar.
Saiba mais
- Diagnóstico. Quando o indivíduo é preso, o médico legista do Estado aplica o "exame de incidente de sanidade mental" e o juiz aplica a sentença de acordo com o diagnóstico. Além dos diagnosticados antes da prisão, há também os que adoecem na cadeia.
- Tratamento. Por lei, o Estado está proibido de internar detentos em manicômios judiciais, mas é obrigado a oferecer tratamentos alternativos, como casas de apoio ou leitos psiquiátricos em hospitais gerais.
- O Estado. Minas Gerais tem hoje cerca de 35 mil detentos. Números da defensoria pública apontam que 198 apresentam sofrimento mental.
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Apoio
Programa atende 260 pacientes
Desde 2001, Minas Gerais conta com o Programa de Atenção Integral ao Paciente Judiciário Portador de Sofrimento Mental (PAI-PJ), do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que realiza acompanhamento do portador de sofrimento mental acusado de cometer algum crime – quando determinado pelo juiz. O programa atende hoje 260 pacientes – a maioria de não detentos –, mas 700 pessoas já passaram pelo programa.
“Visamos reinserir esses pacientes na sociedade. Temos pessoal suficiente para atender os casos designados pelos juízes, mas, para atender os apenados, precisaríamos de mais gente”, afirma a coordenadora clínica do programa, Romina Magalhães Gomes, que tem 30 profissionais.
“É uma situação muito humilhante porque eles (portadores) são hostilizados já que fazem suas necessidades fisiológicas na cama. Os presos os agridem porque não estão preparados para conviver com eles”, afirma a presidente da Associação de Amigos e Familiares de Pessoas em Privação de Liberdade, Maria Tereza dos Santos. (MS)
Publicado em: 02/12/2009
Irregular. Defensoria denuncia que 198 portadores de sofrimento mental são tratados como presos comuns
Doentes confinados em celas
Governo do Estado estuda implantação de residência terapêutica
Marina Schettini
Mesmo com a idade avançada, a auxiliar de enfermagem dedica seus domingos para visitar o neto em uma unidade prisional na região metropolitana de Belo Horizonte. Condenado por tráfico de drogas, o jovem é portador de sofrimento mental, mas não recebe nenhum tratamento por parte do governo estadual. Com os altos e baixos da doença, amigos da família contam que ele sofre com a violência dos agentes penitenciários e tem nos colegas de cela um auxílio nos momentos de crise. O caso dessa família não é único. Pelo menos outros 197 presos em Minas Gerais estão na mesma situação.
A denúncia, feita pelo coordenador de política prisional da Defensoria Pública de Minas, Fabiano Bastos, mostra que portadores de sofrimento mental acusados de crimes estão sendo tratados como criminosos comuns e não têm recebido o tratamento médico indicado, conforme manda a lei.
Vagas. Por meio de nota, a assessoria de imprensa do governo do Estado informou que há 175 presos com pedidos de encaminhamento para unidades hospitalares para tratamento psiquiátrico, mas aguardam vagas na rede hospitalar. A assessoria rebate as denúncias da defensoria e informa que os portadores de sofrimento mental cumprem pena em alas próprias, separados dos outros presos e são assistidos por uma equipe médica.
A legislação estadual segue a linha da luta antimanicomial e prevê que os acusados com diagnóstico de sofrimento mental comprovado em laudo recebam tratamento alternativo à internação. O encarceramento também não é indicado.
Segundo a Defensoria Pública, desde 2001, quando o Estado adotou a lei nº 10.216 nenhum um hospital psiquiátrico foi criado em Minas, além dos dois já existentes - em Juiz de Fora e Barbacena. O problema, segundo a defensoria, é que parte dos portadores de sofrimento mental condenados após a implantação da lei não tem recebido o tratamento adequado através de uma rede assistencial. "A lei visa reinserção na vida familiar por meio de recursos alternativos, como em tratamentos ambulatoriais e centros de apoio. Mas sem internação", explica o defensor.
O governo do Estado informou que estuda a implantação de uma residência terapêutica, local que permitiria acomodação e acompanhamento por uma equipe multidisciplinar.
Saiba mais
- Diagnóstico. Quando o indivíduo é preso, o médico legista do Estado aplica o "exame de incidente de sanidade mental" e o juiz aplica a sentença de acordo com o diagnóstico. Além dos diagnosticados antes da prisão, há também os que adoecem na cadeia.
- Tratamento. Por lei, o Estado está proibido de internar detentos em manicômios judiciais, mas é obrigado a oferecer tratamentos alternativos, como casas de apoio ou leitos psiquiátricos em hospitais gerais.
- O Estado. Minas Gerais tem hoje cerca de 35 mil detentos. Números da defensoria pública apontam que 198 apresentam sofrimento mental.
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Apoio
Programa atende 260 pacientes
Desde 2001, Minas Gerais conta com o Programa de Atenção Integral ao Paciente Judiciário Portador de Sofrimento Mental (PAI-PJ), do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que realiza acompanhamento do portador de sofrimento mental acusado de cometer algum crime – quando determinado pelo juiz. O programa atende hoje 260 pacientes – a maioria de não detentos –, mas 700 pessoas já passaram pelo programa.
“Visamos reinserir esses pacientes na sociedade. Temos pessoal suficiente para atender os casos designados pelos juízes, mas, para atender os apenados, precisaríamos de mais gente”, afirma a coordenadora clínica do programa, Romina Magalhães Gomes, que tem 30 profissionais.
“É uma situação muito humilhante porque eles (portadores) são hostilizados já que fazem suas necessidades fisiológicas na cama. Os presos os agridem porque não estão preparados para conviver com eles”, afirma a presidente da Associação de Amigos e Familiares de Pessoas em Privação de Liberdade, Maria Tereza dos Santos. (MS)
Publicado em: 02/12/2009
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